Edição de vídeo em gnu/linux



Introdução


O propósito deste texto introdutório é o de servir de guia para as pessoas que acessam o Estúdio Livre buscando informações sobre a cadeia completa de edição em GNU/Linux, e de como o laboratório de vídeo em particular está pensado para ser usado. Para isso, falaremos um pouco sobre:

  1. a estrutura da seção vídeo|lab e como ela pode ser entendida para servir como fonte de consulta;
  2. as peculiaridades da cadeia produtiva de vídeo exclusiva em ferramentas livres;
  3. quais são os softwares que funcionam, quais são os mais indicados e quais deles possuem documentação em português.

Assim como todo o site, todas as páginas são abertas para serem editadas, mas vale dizer que os principais mantenedores atuais desta seção do Estúdio Livre são flavio, Jean Habib, Leonardo Germani e Wille Marcel.

Entendendo o vídeo|lab


Como você pode ver no canto superior direito desta página, o vídeo|lab está dividido em quatro áreas principais, pensadas e construídas para serem usadas em conjunto. São elas: softwares, equipamentos, produzindo e links.

Na área de softwares, as ferramentas estão listadas por nome. De todas, esta é a área mais bem desenvolvida, pois está sendo documentada desde o início de 2006. Os programas mencionados seguem uma ordem de prioridade: são citados primeiro os softwares que possuem uma boa documentação já traduzida para o português, ficando mais fácil aprender a mexer neles. Programas muito bons mas com documentação somente em outras línguas são mencionados mais abaixo.

A divisão de equipamentos é pouco mantida, apresentando principalmente equipamentos básicos da cadeia de produção. Ainda assim, as fotos são bastante didáticas e servem como uma introdução geral a alguns componentes da chamada "ilha de edição", ou seja, o computador onde será feita a maioria das etapas da produção de um vídeo.

"Produzindo" seria a segunda área mais bem documentada na seção de vídeo, embora ainda apresente uma diferença enorme de conteúdo com relação à de softwares. Esta divisão, entretanto, foi desenvolvida para ser utilizada junto com ela – saber disso fará com que esta seção seja melhor compreendida. O raciocínio por trás dela é o seguinte: existem duas formas de se buscar as ferramentas da cadeia de produção em linux – pelo nome da ferramenta (seção "softwares") ou por sua utilidade dentro da cadeia de produção (seção "produzindo"). O maior exemplo disso é o fluxograma da cadeia de produção, uma imagem também é reproduzida abaixo, que busca mostrar em detalhes a interligação entre essas duas áreas.

Finalmente, a seção de links serve fonte de informações adicionais a tudo isso, seja sites que possuem informações técnicas de relevância mas não estão relacionados a ferramentas livres, seja alguns processos de configuração da máquina (como compilar kernel, por exemplo) que outros sites já exploraram de forma mais extensiva.

As ferramentas recomendadas


Abaixo, a imagem que pretende ajudar a entender a cadeia de produção de vídeo com o uso exclusivo de ferramentas livres:

Fluxograma de produção de vídeo em linux. Clique na imagem e selecione abrir para visualizá-la corretamente.


Há vários tipos de cadeia de produção de vídeo, seja esta feita em softwares livres ou não. Como este é um texto introdutório, comentaremos somente a mais comum, que é a de captura a partir de uma câmera digital, edição, conversão do arquivo exportado, legendagem, autoração de um DVD e gravação para uma mídia. A principal particularidade de como todo o processo é feito em linux é que não utilizamos somente um ou dois programas para toda a cadeia, mas vários - cada qual com sua especialidade. Isto se deve especialmente ao modo como as ferramentas livres são desenvolvidas: várias comunidades diferentes fazendo softwares que se conversam dentro de um processo.

Para a captura, o melhor programa a ser usado hoje em dia é o Kino. Embora atualmente ele seja usado para passar arquivos DV para o computador, a tendência é que ele consiga em breve trabalhar também com arquivos de alta-definição, o formato HDV. O Kino é um software também de edição mas, por ser muito simples, só se recomenda executar esta etapa nele caso o objetivo seja somente o de colocar vídeos em uma ordem sequencial.

Caso contrário, recomenda-se o uso do Cinelerra, de longe o melhor editor para vídeo em linux. O Cinelerra está no nível dos softwares de edição mais avançados de hoje. Seu principal problema é que os desenvolvedores (tanto o HV Virtual quando a Community Version) às vezes experimentam demais e fica difícil achar uma versão bem estável e que seja completamente funcional. As versões recomendadas, mesmo que não sejam as mais recentes, devem estar indicadas na página do software aqui do Estúdio Livre. Ainda no processo de edição, a parte de fazer títulos, letreiros e coisas do tipo podem ser feitas dentro do Cinelerra, mas talvez seja mais fácil fazê-los em programas como o Gimp, Inkscape ou mesmo o Blender, e depois importar o arquivo para o Cinelerra.

Uma vez editado, o vídeo deve ser comprimido, seja para uma publicação na internet, seja para uma mídia fisica como um DVD. Esta etapa é particularmente bem resolvida em linux, contando com os softwares FFMPEG, transcode e mencoder, dos quais o primeiro é o mais simples e mais usado, o segundo provavelmente o mais completo e o último ainda não possui documentação traduzida para português. Caso o vídeo contenha legendas, os programas a serem usados serão o Jubler, de sincronia de legendas, e o spumux, para multiplexar as legendas no arquivo MPEG (no caso de um DVD).

Os processos finais de autoração de DVDs podem ser feitos com o DVDStyler ou o QDVDAuthor, dos quais o primeiro é o mais simples e estável e o segundo uma boa promessa de funções, mas muito instável. Já a gravação da imagem para a mídia física de DVD pode ser feita principalmente com o k3b.

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